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Home » Serviços Financeiros » Notícia

04.11.2008 | 08:30

Crédito

Recursos do FAT garantem crédito para investimento e giro para MPE

Segundo o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, esses recursos adicionais asseguram que, havendo bons projetos, eles serão financiados

Clara Favilla

Márcia Gouthier/ASN
Márcia Gouthier/ASN

Recursos contribuem para amenizar efeitos da crise no segmento de pequenas empresas

Brasília - O governo vai liberar R$ 5,25 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador para ampliar o crédito a micro e pequenas empresas, visando atenuar os efeitos da crise global no segmento. Para o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, a medida é importante porque significa que, havendo bons projetos ou necessidade de capital de giro, não faltarão recursos.

Um dos grandes operadores dos recursos do FAT, administrado pelo BNDES, é o Banco do Brasil, justamente uma instituição que vem se preparando mais fortemente nos últimos anos para ampliar o atendimento às microempresas, tendo criado, inclusive, uma diretoria específica com esse objetivo.

O diretor de Micro e Pequena Empresa do Banco do Brasil, José Carlos Soares, tem garantido que não faltarão recursos para quem continuar produzindo. A instituição é a principal operadora do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), formado por recursos orçamentários do Sebrae.

De janeiro a outubro deste ano, as operações de crédito feitas pelo Banco do Brasil com micro e pequenas empresas, garantidas pelo Fampe, atingiram R$ 1,2 bilhão e há ainda grande espaço para crescimento. Ou seja, havendo recursos disponíveis e empresários dispostos a obterem financiamento comprovando capacidade de pagamento, as operações continuarão fluindo.

Segundo o diretor do Sebrae, os recursos adicionais disponibilizados pelo FAT são consideráveis e fazem parte do elenco de medidas que o governo vem tomando apropriadamente para controlar os danos provocados pela crise financeira global. Ele também ressaltou que a crise não afeta de modo uniforme o setor produtivo. Se há empresas que estão sofrendo com a elevação do câmbio, muitas outras, as que não utilizam componentes e insumos importantes, estão ganhando.

“A crise e seus efeitos são complexos. Naturalmente, empresários repensam investimentos e consumidores avaliam com maior cuidado suas possibilidades de gastos. O importante é monitorar os problemas, tomar as medidas necessárias, mas também ficar de olho nas oportunidades que a crise oferece”.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 / 2107-9362 /www.agenciasebrae.com.br

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