Crédito
Recursos do FAT garantem crédito para investimento e giro para MPE
Segundo o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, esses recursos adicionais asseguram que, havendo bons projetos, eles serão financiados
Clara Favilla
Recursos contribuem para amenizar efeitos da crise no segmento de pequenas empresas
Brasília - O governo vai liberar R$ 5,25 bilhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador para ampliar o crédito a micro e pequenas empresas, visando atenuar os efeitos da crise global no segmento. Para o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Carlos Alberto dos Santos, a medida é importante porque significa que, havendo bons projetos ou necessidade de capital de giro, não faltarão recursos.
Um dos grandes operadores dos recursos do FAT, administrado pelo BNDES, é o Banco do Brasil, justamente uma instituição que vem se preparando mais fortemente nos últimos anos para ampliar o atendimento às microempresas, tendo criado, inclusive, uma diretoria específica com esse objetivo.
O diretor de Micro e Pequena Empresa do Banco do Brasil, José Carlos Soares, tem garantido que não faltarão recursos para quem continuar produzindo. A instituição é a principal operadora do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), formado por recursos orçamentários do Sebrae.
De janeiro a outubro deste ano, as operações de crédito feitas pelo Banco do Brasil com micro e pequenas empresas, garantidas pelo Fampe, atingiram R$ 1,2 bilhão e há ainda grande espaço para crescimento. Ou seja, havendo recursos disponíveis e empresários dispostos a obterem financiamento comprovando capacidade de pagamento, as operações continuarão fluindo.
Segundo o diretor do Sebrae, os recursos adicionais disponibilizados pelo FAT são consideráveis e fazem parte do elenco de medidas que o governo vem tomando apropriadamente para controlar os danos provocados pela crise financeira global. Ele também ressaltou que a crise não afeta de modo uniforme o setor produtivo. Se há empresas que estão sofrendo com a elevação do câmbio, muitas outras, as que não utilizam componentes e insumos importantes, estão ganhando.
“A crise e seus efeitos são complexos. Naturalmente, empresários repensam investimentos e consumidores avaliam com maior cuidado suas possibilidades de gastos. O importante é monitorar os problemas, tomar as medidas necessárias, mas também ficar de olho nas oportunidades que a crise oferece”.
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