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Home » Serviços Financeiros » Notícia

04.12.2009 | 17:00

Microfinanças

Agentes de crédito estimulam o empreendedorismo na Bahia

Encontro em Salvador mostra importância dos agentes de crédito para a formalização do empreendedor individual no Estado

Fátima Emediato

Divulgação

Coordenador de Microcrédito do Sebrae Nacional, João Silvério Júnior

Salvador - No VI Encontro Estadual de Agentes de Crédito do CrediBahia e no I Seminário de Microfinanças da Bahia, nesta quinta-feira (3), no Hotel Sol Bahia, em Salvador, o coordenador de Microcrédito do Sebrae Nacional, João Silvério Júnior, destacou o importante trabalho dos agentes de crédito do Estado para a promoção de conhecimento e de confiança para a alavancagem do empreendedorismo entre os que não tem acesso ao crédito formal.

João Silvério lembrou que as instituições de microfinanças têm um papel estratégico porque elas estão perto dos empreendedores e da economia local. Por isso o Sebrae tem apoiado o trabalho dos agentes de crédito, oferecendo diversas capacitações. “Os agentes de crédito, em contato direto com o cliente, têm a confiança do empreendedor informal e por isso representa o canal mais fácil para convencê-lo da viabilidade de se formalizar como empreendedor individual".

Para Silvério, se o agente de crédito tem essa veia empreendedora de orientar o pequeno empresário a montar seu negócio, a corrigir suas eventuais falhas, a manter o empreendimento no caminho certo e crescer, então se percebe a sua grande importância. João Silvério também alertou os agentes de crédito no sentido de que esclareçam sempre que empreender não é apenas pegar o dinheiro emprestado e pagar, mas significa receber, pagar, comprar, gerenciar, pagar de volta, administrar e se habilitar a outro crédito.

“Esse ciclo, quando bem acompanhado pelo agente de crédito, se torna fundamental para o desenvolvimento do empreendedor. E se o agente de crédito acredita no empresário, ele vai poder aprovar com mais facilidade o empréstimo”, ressalta. Hoje a Bahia conta com 270 agentes de crédito em 168 municípios.

Antonio Pimentel, coordenador de microcrédito e economia solidária da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia, informou que no dia 11 de dezembro o Estado inaugura mais um posto do CrediBahia na cidade de Nova Fátima. Segundo ele, a idéia é que em 2010 sejam 189 postos e cerca de 300 agentes de crédito. Os parceiros da iniciativa são o Sebrae, a Agência de Fomento do Estado da Bahia (DesenBahia), o Fórum de Microfinanças, além das organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, como a Moradia e Cidadadia, Instituição Comunitária de Crédito de Camaçari (ICC), Vitória da Conquista e Itabuna, o Centro Ecumênico de Apoio ao Desenvolvimento (Cead) e o Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos (Ceape).

O Centro de Apoio aos Pequenos Empreendimentos (Ceape) existe há 15 anos e atua em 50 municípios da Bahia, atendendo cerca de três mil empreendedores com o financiamento de atividades produtivas, principalmente no setor de comércio e serviços, e apoiando o micro empreendedor em capacitações e participação em feiras e eventos. De acordo com José Nélio Monteiro Corsini, diretor executivo do Centro, o Sebrae/BA já é um parceiro de muitos anos da instituição dentro do Fórum de Microfinanças da Bahia, principalmente nas capacitações.

José Corsini explicou que a orientação do Ceape é sempre no sentido de que o empreendedor acesse o crédito de forma bem analisada, de forma a melhorar sua capacidade de produzir, de comercializar ou de prestar serviço, e que o valor seja adequado às suas condições de pagamento.

“O que nós queremos é que o microcrédito fortaleça o empreendimento e fortaleça oportunidades de negócios para que os empreendedores se beneficiem da inclusão social com a formalização. O microcrédito é um instrumento de melhoria da condição de vida das pessoas, um meio de trazê-las para a formalidade, de melhorar as condições da sua família”, disse José Corsini.

Cristiano Salles, consultor de Acesso a Serviços Financeiros do Sebrae Nacional, lembrou que o crédito não cria oportunidades, mas viabiliza oportunidades. Por isso não adianta emprestar para depois pensar o que fazer com o dinheiro. O empreendedor precisa definir a oportunidade mercadológica, ter a noção de oportunidade e o que vai fazer com o dinheiro.

“É preciso que o agente de crédito esteja antenado com a realidade local, saber se existe uma concentração de risco em determinado segmento, conhecer a realidade do empresário. Entender a capacidade de pagamento é fundamental porque uma carteira de crédito se complica com uma má avaliação da vontade e da capacidade de pagar. A vontade está no quesito caráter e a capacidade está no quesito de análise da potencialidade do empreendedor”, alerta Cristiano Salles.

Serviço:

Sebrae/BA – (71) 3320-4404

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