27.10.2009 | 14:30
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Anprotec
Fórum discute papel do Estado nos parques tecnológicos
Número positivos do universo acadêmico brasileiro não chegam ao mercado e nem se refletem na inovação das empresas, alerta Reinaldo Danna, do Ministério da Ciência e Tecnologia
Marcelo Araújo, enviado especial da ASN
Florianópolis - 'O papel do Estado no Apoio aos Parques Tecnológicos' foi o tema da segunda parte do XVII Workshop Anprotec na manhã desta terça-feira (27). O evento faz parte do 3º InfoDev Fórum Global de Inovação & Empreendedorismo e do XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas, que prosseguem até sexta-feira (30) em Florianópolis, no Costão do Santinho. A palestra foi proferida por Reinaldo Danna, coordenador geral de Inovação Tecnológica do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Reinaldo Danna iniciou sua apresentação com o anúncio da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, programada para maio de 2010 em Brasília em maio de 2010. “Este evento tem um papel estratégico e quanto mais se mobilizar a sociedade, as empresas e a área acadêmica, mais a inovação e a tecnologia se consolidarão como uma política de estado”, disse o coordenador.
Danna destacou o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal, que tem como finalidade expandir e modernizar o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, apoiar a inovação nas empresas, fortalecer a pesquisa e a inovação em áreas estratégicas para a soberania brasileira e promover a popularização do ensino de ciências nas escolas e a difusão de tecnologias para o desenvolvimento social.
O Comitê Consultivo do Sistema tem o Sebrae entre as entidades que o integram. Ao referir-se à Instituição, Reinaldo elogiou o papel dela no cenário científico e tecnológico. “O Sebrae talvez seja o maior apoiador de incubadoras no Brasil”, disse.
Reinaldo assinalou como ponto positivo no contexto de ciência e tecnologia nacional uma maior integração entre as esferas de governo, universidades e empresas. Ele também assinalou o Marco Legal do setor, com a Lei de Inovação e a Lei do Bem, estímulos ao desenvolvimento tecnológico.
O palestrante disse que no Brasil atuam 211 mil pesquisadores, 69 mil doutores e 86 mil mestres, segundo dados de 2008, e ressaltou que o País tem um crescimento de 11,3% anual em publicações científicas. “Estes números são muito positivos, mas não chegam ao mercado e nem se refletem na inovação das empresas”, frisou.
O coordenador apresentou programas e ações do governo para apoiar tanto empresas mais novas quanto as consolidadas. Entre estas ações estão o Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica, que ele considerou fundamental para o sucesso de um negócio, financiamento de projetos e capacitação de recursos humanos de incubadoras e parques tecnológicos.
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