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Home » Inovação e Tecnologia » Notícia

29.10.2009 | 10:00

Ambiente propício

Aposta em inovação e empreendedorismo necessita de apoio político

Quem quer participar do crescimento mundial precisa estar na área de alta tecnologia, defende co-diretor do Programa de Regiões Inovadoras e Empreendedorismo da Universidade de Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos

Marcelo Araújo, enviado especial da ASN

Existe um ambiente propício para que a inovação e o empreendedorismo se desenvolvam. O professor William F. Miller tratou da questão na apresentação que fez na tarde desta quarta-feira (28) durante a sessão plenária 'Habitats da Inovação', como parte da programação do 'XIX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas' e do '3º InfoDev Fórum Global de Inovação e Empreendedorismo'. Os dois eventos prosseguem até a sexta-feira (30) em Florianópolis (SC).

William F. Miller é co-diretor do Programa de Regiões Inovadoras e Empreendedorismo da Universidade de Stanford, na Califórnia, nos Estados Unidos. Miller é uma figura ligada ao conhecimento no Vale do Silício, região californiana conhecida por reunir empresas de alto nível de inovação e tecnologia.

Em sua palestra, o professor disse que quem quer participar do crescimento mundial precisa estar na área de alta tecnologia. “Para isto precisamos de cientistas, que criam as inovações, mas também necessitamos dos empreendedores, que transformam esses conhecimentos em negócios”, afirmou.

Em sua exposição, William destacou a importância de haver um ambiente social e político que facilite o empreendedorismo. “Neste ambiente, precisamos de universidades que ofereçam ensino e pesquisa de qualidade e que interajam com a indústria, pois um aprende com o outro”, disse.

O estudioso norte-americano também destacou outros fatores que tornam um ambiente receptivo à inovação e ao empreendedorismo como políticas de governo com viés trabalhista, fiscal e de propriedade intelectual.

Ele também assinalou que as oportunidades devem ser dadas aos empreendedores, mesmo quando eles falham na criação de um negócio. “Há países em que se um empresário vai à falência, ele não consegue obter financiamentos por um prazo de cinco anos. Isso é um obstáculo ao empreendedorismo. Alguém pode ter uma experiência de falência e depois recuperar-se e alcançar sucesso nos negócios”, explicou.

William Miller ainda apontou o intercâmbio de conhecimentos como fator favorável à inovação. Ele mostrou que em empresas onde há bastante inovação, 70% das informações vêm de fora e citou o Vale do Silício como exemplo. “Ali há um grande número de empreendedores imigrantes. Cerca de 29% dos negócios pertencem a chineses ou a indianos, que também estabeleceram uma ponte entre o Vale do Silício e seus países de origem”, disse.

A sessão plenária também contou com as participações de Maurício Guedes, vice-presidente da Associação Internacional de Parques Tecnológicos (IASP) e de Patrick Valverde, diretor-geral do Toulon Var Technologies, na França. O moderador do encontro foi Ronaldo Mota, secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia.

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