Conquista
Empresária de Minas faz sucesso com doces artesanais
Da venda nas ruas à produção de 8 mil quilos por mês, Maria José de Lima ficou entre três finalistas que disputaram uma vaga para prêmio internacional dedicado a mulheres que participaram do Empretec
Regina Mamede
Brasília - De decisões importantes como a formalização do empreendimento, compra de um terreno e construção de uma fábrica a providências administrativas como delegar tarefas a funcionários. A empresária Maria José de Lima Freitas reconhece que o Empretec, seminário da Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolvido no Brasil pelo Sebrae para aprimorar talentos empreendedores, teve papel decisivo no sucesso da Mazé Doces Artesanais, de Carmópolis (MG). Pela trajetória, ela foi indicada como uma das três finalistas para disputar a vaga brasileira no prêmio Empretec Women in Business Award (em português, ‘Prêmio para Mulheres de Negócios do Empretec’).
“O Empretec foi um divisor de águas. Abriu minha mente, me fez acreditar que tinha um negócio e que tudo era possível”, lembra a empresária. Doze anos depois de fazer o curso, se diz surpreendida pela escolha. “Estou boba até agora. É bom demais”, afirma com humor.
Construir um negócio do nada é uma afirmação literal no caso de Maria José. Ela trabalhou no campo até os 18 anos, quando se casou. Com ensino fundamental, sem muitas opções, conseguiu o emprego de faxineira em uma agência bancária, de onde a demitiram quando voltou da licença-maternidade do primeiro filho. Ela lembra que esse foi um “período de fome, mas não de desespero”.
Atrás de informação
“Se ninguém quer me dar um trabalho, eu crio o meu”, decidiu orgulhosa. Maria José resolveu então fazer doces caseiros, recuperando o que tinha aprendido com a mãe, na infância. As ruas eram os seus pontos comerciais. Para conquistar o cliente, afirma que optou pela simpatia, para não despertar piedade. ‘Experimente apenas um’ era o seu mote, que, em geral, se revertia em venda.
O primeiro grande cliente, dono de um supermercado, ela conquistou depois de um desafio. “Ele queria doces glaçados e eu não tinha a menor idéia de como fazer, mas fui atrás de informação e consegui fazer depois de várias tentativas”, conta Maria José. A parceria deu certo e foi o primeiro impulso importante para consolidar o negócio. Ainda assim, consciente de que tinha muito a aprender, a empresária buscou informação.
Maria José revela que antes do Empretec fez vários cursos do Sebrae. Esta intensa programação trouxe conhecimentos à empresária sobre vários aspectos do negócio. “No começo, só eu embalava os doces. Achava que ninguém poderia fazer isso para mim”, lembra. “Com o tempo, me dei conta de que meu negócio tinha um potencial que não imaginava”, recorda.
A Mazé Doces fabrica hoje mais de 70 itens totalmente artesanais, que, além de Minas Gerais, são vendidos ainda no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. Recentemente, abriu uma loja na cidade dela, início de outra etapa, conforme anuncia.
“Quero atuar também no varejo e ter lojas em vários lugares. Sou muito orgulhosa da minha trajetória porque tenho plena consciência de que meu negócio possui alicerces sólidos. Construí tudo com honestidade e sem jamais abrir mão da qualidade no que faço. Considero que meu exemplo é a melhor herança que posso deixar para os meus dois filhos”, afirma.
Serviço:
Agência Sebrae de Notícias – (61) 3348-7256 e 3348-7494
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Mazé Doces Artesanais - (37) 3333 2033
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