Artigo
E-commerce é investimento de longo prazo
Ainda existem muitos empresários que pensam que montar uma loja virtual é deixar seus produtos em exposição e há aqueles que dizem que comércio pela internet é um mau negócio
*Eduardo Alberto
Desde o início da bolha do mercado de comércio eletrônico, no final da década de 90, o setor está em franca expansão: são apontados números de faturamentos altos, como no ano passado, que atingiu a marca de R$ 14,8 bilhões, e a estimativa para este ano é de R$ 20 bilhões. Além de o setor faturar, o perfil dos empreendedores mudou com a notável profissionalização no mercado. Com números dessa movimentação altos e crescimento, muitos passaram a investir em lojas virtuais achando que o retorno seria rápido, mas não é bem assim.
Ter uma loja virtual hoje é um investimento a longo prazo, e foi exatamente aí que o empreendedor começou a perceber que é preciso manter uma loja na internet, assim como a loja física. O comércio na internet requer cuidados, planejamento, estratégias e ferramentas diferenciadas, ainda mais porque a concorrência no mundo virtual é bem maior do que no comércio comum. Ao perceber que mudanças eram necessárias, o empreendedor passa a prestar atenção em seus clientes: satisfação e atendimento ao e-consumidor virou a meta dos empreendedores, que agora passam a se profissionalizar no setor.
Essa mudança só ocorreu quando os empreendedores viram o cenário de comércio eletrônico com outros olhos. Antes a internet era vista como a solução para suas vendas, ou melhor, o “pote de ouro no final do arco-íris”.
Ainda existem muitos clientes que pensam que montar uma loja virtual é deixar seus produtos em exposição e há aqueles que dizem que comércio pela internet é um mau negócio, mas adianto que não! Para exemplificar, a Amazon foi uma empresa que deu prejuízo entre 1993 até 2004, e hoje fatura US$ 34 bilhões, com lucro anual de US$ 1 bilhão.
A profissionalização se deve a outro fator também: o crescente número de e-consumidores, que só neste primeiro semestre deve atingir 27 milhões de usuários, segundo dados da E-Bit. Para tanto, os empreendedores que adquiriram a estrutura de lojas virtuais precisam montar estratégias de captação e fidelização de clientes, criando procedimentos e tomando atitudes comerciais para atender e satisfazer as necessidades do e-consumidor. Todas essas características fazem com que esses clientes se sintam mais seguros ao fazer compras pela internet. Acredito que os cuidados que empreendedores passam a ter com seus e-consumidores não devem parar por aí. Mas para isso, é necessário que na outra ponta prestadores de serviços fiquem atentos nos movimentos do mercado de e-commerce e saiba as opiniões de seus clientes para aperfeiçoar as variadas ferramentas de estrutura de lojas virtuais.
*Eduardo Alberto é diretor executivo da Maxihost, empresa especializada em oferta de servidores dedicados e estruturas de lojas virtuais
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