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14.07.2011 | 19:15

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Turismo

Análise de dados permite tornar destinos mais competitivos

Pesquisas ampliam a capacidade de planejamento e gestão dos produtos turísticos

Eduardo Ritschel

Pablo de Sousa/LUZ
Vinicius Lages, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo do Sebrae

Vinicius Lages, gerente da Unidade de Atendimento Coletivo do Sebrae

São Paulo - Para incentivar e desenvolver o modelo de gestão do turismo praticado no Brasil é necessário estabelecer um diagnóstico preciso que aponte indicadores e necessidades. Nessa área, o Brasil está ocupando espaço de referência internacional ao desenvolver um trabalho em parceria que envolve o Sebrae, o Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea), Núcleo de Turismo da Fundação Getúlio Vargas (FGC) e Ministério do Turismo.

O “Índice de Competitividade do Turismo Nacional” é um fruto desse trabalho. Para Vinicius Lages, gerente de Atendimento Coletivo do Sebrae, a definição de indicadores permite tratar o turismo brasileiro com ferramentas de aferição assim como já é feito em outros setores da economia.

O tema foi tratado em palestra desenvolvida na quarta-feira (13), primeiro dia do 6° Salão do Turismo Roteiros do Brasil, como parte da intensa programação do Núcleo de Conhecimento do evento. A principal função do índice é fornecer um retrato detalhado do setor, possibilitando uma intervenção planejada em um grupo de destinos importantes para a atividade econômica do turismo no Brasil. “É o resultado de um esforço para entender melhor a competitividade no setor”, explica Luiz Gustavo Barbosa, coordenador da FGV.

Lançado em 2008, a terceira edição foi divulgada no ano passado e estabelece a condição de avaliar a evolução dos indicadores no período. A ferramenta ajuda a traçar metas, na medida em que promove o conhecimento sobre o andamento das políticas públicas do setor e mede a velocidade em que caminha o município para vencer obstáculos e potencializar suas atrações.

“O documento é uma referência no Brasil e no mundo”, conta Barbosa. Uma vez escolhido o destino turístico como foco de análise, a eficiência passou a ser acompanhada pela ótica da competitividade. Tal conceito, amplamente adotado no mercado internacional e chancelado pela Organização Mundial do Turismo (OMT), é o instrumento que norteia o desenvolvimento do trabalho executado pela FGV em 65 Destinos Indutores do Desenvolvimento Turístico Regional.

“Os dados apontam necessidades de melhores práticas, instrui autoridades locais a efetuar as correções de rumo que se fizerem necessárias para otimizar a aplicação de recursos em prol da elevação dos níveis de competitividade turística nos destinos indutores”, completa Barbosa. O estudo completo está disponível no site do Ministério do Turismo.

Emprego

O número de ocupações formais geradas nas Atividades Características do Turismo (ACT) cresceu 34% no período de 2003 a 2009, ano em que representavam 914 mil empregos com carteira assinada no país. O crescimento do emprego formal na economia como um todo no mesmo período foi maior e ficou em 39%. Os dados foram revelados pelo técnico em planejamento do IPEA, Roberto Zamboni.

O setor foi esmiuçado em estudo com metodologia pioneira, que diferencia os serviços prestados aos residentes e aos visitantes. A pesquisa traz uma análise do perfil da mão de obra do turismo em sete segmentos distintos. São eles: alojamento; agência de viagem; transportes; aluguel de transportes; auxiliar de transportes; alimentação e cultura e lazer. Os ramos escolhidos são recomendados pela Organização Mundial do Turismo (OMT).

As cidades que mais empregam nas áreas de alojamento e agências de viagem são, nessa ordem, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Natal e Fortaleza.

Serviço
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