Comércio exterior

Afif busca estratégia para facilitar o acesso de pequenos negócios ao mercado internacional

Presidente do Sebrae participou de Congresso da Micro e Pequena Indústria promovido pela Fiesp, em São Paulo

São Paulo - O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, destacou nesta segunda-feira (23) a estratégia que a instituição está desenvolvendo para facilitar o acesso dos pequenos negócios ao mercado internacional. Esse foi um dos temas centrais do 11º Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ao participar da abertura do evento, Afif voltou a ressaltar a importância da mobilização do setor empresarial para a aprovação do Projeto Crescer Sem Medo (PLC 125/2015), que está em tramitação no Senado, em regime de urgência.

Segundo Guilherme Afif, o Sebrae vem estudando formas de expandir a presença das pequenas empresas no cenário internacional. “Estamos trabalhando na ideia da criação de um livre mercado para as pequenas e micro empresas, com a realização de acordos bilaterais entre países que possam garantir a liberdade de mercado”, afirmou. De acordo com Afif, o projeto pode ser iniciado pelas empresas brasileiras com os mercados da Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia, para depois ser expandido globalmente. “Temos que derrubar as barreiras tributárias brasileiras para darmos acesso de negociação aos empresários. Vamos furar o bloqueio a partir das pequenas empresas”.

O presidente do Sebrae fez um apelo aos empresários presentes: “vamos precisar da mobilização de todos para votar o Crescer Sem Medo. Necessitamos da aprovação do projeto pelo plenário do Senado em junho. Dessa forma, ele pode retornar à Câmara para ser votado novamente, a tempo de as medidas previstas passarem a vigorar a partir do ano que vem”. Segundo Afif, o Crescer Sem Medo traz avanços fundamentais, eliminando os degraus entre as faixas de tributação que dificultam o crescimento das micro e pequenas empresas.

“Criamos um sistema de rampa suave, como no Imposto de Renda, em que o contribuinte paga a nova alíquota somente sobre a diferença, ou seja, é progressivo”, explicou. Além disso, de acordo com ele, ainda haverá um Simples de transição, de até R$ 4,8 milhões de faturamento por ano.

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