Campus Party

Ajudar pessoas e ganhar dinheiro é tema de painel

Empresários e profissionais envolvidos no fomento de negócios de impacto social falam dos desafios desse tipo de empreendedorismo

São Paulo – Os desafios de abrir um negócio que gere lucro e que ajude pessoas de determinada comunidade ou faixa social, especialmente em tempos de crise, ganhou destaque na manhã desta quinta-feira (28), em painel promovido pelo Sebrae na Campus Party. O evento segue até domingo (31), no pavilhão do Anhembi, em São Paulo.
 
“É fato que quanto mais problemas, mais necessidades e, como estamos falando de negócios de impacto social e de gente com pouco dinheiro, mais oportunidades que se abrem. Mas não adianta apenas se apegar a esse clichê. É preciso conhecer o problema a fundo, o valor que você quer entregar e o cliente que você pretende atender”, destaca o gerente de Serviços do Sebrae Nacional, André Spínola, que mediou o encontro. Ele lembrou que um negócio de impacto social precisa ser justo. “É preciso resolver um problema, sem ganância”.
 
Representante da Artemísia, aceleradora de negócios de impacto, Daniela Dolme pontuou que o interesse por esse tipo de empreendedorismo tem crescido muito no país, inclusive dentro das universidades. Consequentemente, nos últimos quatro anos, a presença de fundos de investimento para essas empresas passou de quatro para 23 no país. Para ela, quem quer abrir esse tipo de negócio precisa também se conhecer. “É necessário encontrar o problema que te move e entender quem é o usuário que vai usar essa solução e colocar a mão na massa para construir algo bom para a sociedade. Nesse cenário, a gente percebe que educação é um segmento que está movendo muito os jovens, assim como a saúde. Por outro lado, serviços financeiros é um setor mais difícil de trabalhar, embora 40% da população ainda não tenha acesso a conta bancária e cartão de crédito”, afirma Daniela.
 
Para a empreendedora Larissa Kroeff, da Meu Copo Eco, de Florianópolis (SC), ao contrário do que se poderia pensar, a crise tem afetado positivamente o seu faturamento. A empresa, que tem como missão diminuir o uso de copos descartáveis em eventos, oferecendo uma versão reutilizável, cresceu 100% de 2014 para 2015. Para ela, ser sustentável é pensar no equilíbrio de três pilares básicos: econômico, social e ambiental e que, para ter sucesso, é preciso ter uma equipe complementar. 
 
Criador do Socorre.me, um aplicativo que se propõe a evitar a recaída de dependentes químicos em tratamento, Daniel Cardoso lembrou que a principal coisa antes de abrir um negócio de impacto é querer ajudar as pessoas. “Quando você se propõe a isso, com certeza, a consequência é a monetização. Crie um conteúdo de relevância, ouça o cliente e não espere para colocar a sua ideia no mercado”, diz o empreendedor.
 
Para ele, a crise é ótima para que as pessoas saiam da zona de conforto. “No nosso caso, ela faz com que as empresas busquem soluções tecnológicas para minimizar custos e isso é bom pra mim porque conquisto mais clientes”, ressalta o analista de sistemas. 
 
Negócios de impacto

O segmento de negócios de impacto social ganhou importância no Brasil ao longo da última década. Estima-se que existam atualmente 22 mil empreendimentos em funcionamento no país, com uma estimativa de crescimento de 15% ao ano. 
 
Desde 2014, o Sebrae desenvolve projetos para levar conhecimento sobre o tema, ofertar soluções de capacitação em gestão, tecnologia e inovação, acesso a mercados e a serviços financeiros. O tema é foco também da Maratona de Negócios, que está sendo coordenada pela instituição durante a Campus Party.
 
São 107 projetos que estão sendo desenvolvidos juntamente com mentores e consultores nas áreas de acesso a mercados, finanças, marketing, inovação, aceleração, estratégia, dentre outras, para modelar suas ideias de forma viável e escalável. Essas ideias também estão sendo avaliadas sob diversos aspectos, dentre eles, o impacto social que pretendem promover.
 
O Sebrae tem uma página destinada e detalhar o que não negócios de impacto social. Durante a Campus Party, também está lançando uma página virtual que destrincha o modelo de negócio de quatro tipos de empresas focadas nesse tipo de empreendedorismo: agência de turismo, clínica dentária, desenvolvedor de aplicativos para celulares e lanches nutritivos .
 
 
Serviço:
Campus Party Brasil 2016
De 26 a 31 de janeiro de 2016

Centro de Exposições Anhembi – São Paulo

Mais informações:
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Luiz Prado

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