Piscicultura

Churrasco na Esplanada dos Ministérios encerra o Festival Tambaqui da Amazônia

Pelo menos quatro mil pessoas passaram pelo local, onde foi realizado churrasco de 6 toneladas do pescado, em um evento realizado pelos governos de Rondônia, DF e Federal, Sebrae e MAPA

Um churrasco para quatro mil pessoas encerrou nesta quarta-feira (7) o Festival Tambaqui da Amazônia, realizado pelos governos de Rondônia e do Distrito Federal, além do Sebrae e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O evento aconteceu na Esplanada dos Ministérios, no final da manhã, onde foram distribuídas gratuitamente, seis toneladas do pescado assado, doados por produtores. O tambaqui é o principal peixe produzido em cativeiro em larga escala em Rondônia, que é o maior produtor da espécie no país, contando atualmente com mais de 4,3 mil empreendimentos voltados para a piscicultura. O churrasco em pleno centro de Brasília, foi uma forma de promover o consumo do peixe.

“Foi uma ideia muito boa trazer essa festa para Brasília”, destacou o governador do DF, Ibaneis Rocha, ressaltando a ação integrada com o Sebrae. “Tem sido um grande parceiro e isso vai incentivar a participação do pescado na economia brasileira”, disse o governador do Distrito Federal. Ibaneis também informou que vai incentivar a produção do peixe em cativeiro em Brasília, como uma forma de gerar renda extra para os pequenos agricultores da zona rural. O governador afirmou que pretende manter o festival todos os anos, com a participação de outras regiões da Amazônia.

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Tereza Cristina, afirmou que o tambaqui passou a ser conhecido como um peixe de todo o país e não apenas do Norte. “Não é mais da Amazônia, mas do Brasil”, disse. “Nesse local, vimos de tudo e agora estamos vendo mais uma manifestação cultural e social”, observou o secretário executivo do MAPA, Marcos Monte, se referindo à Esplanada dos Ministérios, onde acontecem as principais manifestações públicas em Brasília. No encerramento do evento, foi assinado um acordo de cooperação entre o governo de Rondônia e a União.

“Muitas pessoas não conheciam o tambaqui e passaram a conhecer a qualidade desse pescado”, observou a analista de competitividade do Sebrae, Newman Costa. Entre as 4 mil pessoas que passaram pelo festival, estava a servidora pública Cícera da Silva, que levou uma banda do pescado. “É para minha mãe”, disse Cícera, moradora de Ceilândia, a 30km do local. Para Leandro César Francisco, distribuidor de pescado e proprietário de um frigorífico em Goiânia, o Festival Tambaqui da Amazônia surpreendeu. “Não esperava uma repercussão tão boa e isso também nos trará visibilidade internacional”, diz Francisco, que movimenta diariamente 15 toneladas de peixes em Goiás, abastecendo a região. Seu fornecedor, Fábio Chicó, também elogiou a festa. “Está acima de nossas expectativas”, observou o amazonense, que produz em seu estado pelo menos 600 toneladas de pescado por ano. Segundo Newman, o evento mobilizou cerca de 200 pessoas de todas as instituições envolvidas na organização.

 

 

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