Saúde

Movimento para interiorização da inovação no país já atinge 9 estados brasileiros

Iniciativa do Sebrae visa criar ecossistemas locais de inovação para potencializar o desenvolvimento regional e criação de novos negócios

A iniciativa do Sebrae visa ativar ecossistemas locais de inovação (ELI) no interior do país segue em expansão para estimular o desenvolvimento regional e gerar oportunidades de novos negócios. Até o momento, as ações estão sendo desenvolvidas em municípios de nove estados do Brasil. São eles: Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Maranhão, sendo que nos dois últimos, as atividades começaram no final do ano passado.

De acordo com a analista do Sebrae, Evelyne Labanca, é de fundamental importância estimular a inovação fora das capitais. “Primeiro porque quando se tem regiões ancoradas em desenvolvimento inovador, em conexão com a economia do futuro, é possível distribuir riqueza e diminuir desigualdades regionais. Segundo porque existe um potencial incrível e ainda subaproveitado em cidades menores do Brasil, onde há campi de instituições de pesquisa capazes de apoiar o desenvolvimento de empresas inovadoras já existentes, bem como estimular o surgimento de novas”, explicou.

A metodologia desenvolvida pelo Sebrae inclui a identificação de quais municípios possuem maior potencial de inovação, a partir da análise de variáveis técnicas que incluem potencial tecnológico, com a existência de cursos de mestrado e doutorado em áreas como engenharia, biotecnologia, entre outros, bem como vocação produtiva em segmentos com perfil na área de inovação e tecnologia, como empresas de química e materiais, softwares etc. Após esse mapeamento, é construído um plano de intervenção junto com os atores de inovação locais para preencher lacunas e potencializar o desenvolvimento regional, ancorado nas atividades de inovação.

No município de Balsas, onde está sendo desenvolvido o projeto piloto no Maranhão, até abril serão realizados workshops com a participação de empresas e instituições para a construção de um plano de ação. O primeiro encontro foi realizado virtualmente no final de janeiro, quando foram definidas, a partir de um diagnóstico, que a cadeia do agronegócio, logística, tecnologia da informação e turismo vão nortear o planejamento das ações. “Nosso objetivo é fazer uma grande revolução no tema inovação para os empreendedores de Balsa. Queremos deixar um legado de soluções onde o empreendedor possa se apoiar e de fato, experimentar uma transformação com base na inovação para alcançar melhores práticas de gestão. Ao final, ele poderá ser capaz de desenvolver novos produtos ou novos serviços, atraindo novos clientes e novos mercados”, destacou o gerente da unidade de soluções empresariais no Sebrae Maranhão, César Guimarães.

Como começou

As primeiras experiências para a criação de ecossistemas de inovação fora das capitais aconteceram há três anos em Londrina, no Paraná, onde foi desenvolvida uma metodologia própria, em parceria com a Fundação Certi, para a execução do trabalho no estado. O gerente regional norte do Sebrae Paraná, Fabrício Pires Bianchi, destaca que, desde então, a agenda de inovação tem sido considerada estratégica, possibilitando uma capilaridade de ações por todo o estado. “A criação desses ecossistemas locais tem permitido estruturar uma rede com a participação de vários atores e um capital social bem organizado, o que facilita uma integração maior. Tivemos grandes avanços nos últimos anos e um dos maiores desafios é fazer com que essa governança de inovação ganhe força para criar uma sustentabilidade para a cidade”, analisou.

Segundo ele, em junho, Londrina vai ganhar um centro de inovação, criado a partir de uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. “Um dos nossos desafios para este ano é justamente realizar o povoamento estratégico do tecnocentro. Outro desafio que é considerado um dos nossos principais produtos é conectar as necessidades das médias e grandes empresas com a oferta do que os empreendedores podem gerar ou até mesmo customizar para atender essas demandas”, explicou.