Inovação

Papel social das indicações de origem é destacado em evento

III Evento Internacional de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, em Belo Horizonte, reúne produtores e especialistas estrangeiros

As indicações geográficas foram reconhecidas como indutoras do desenvolvimento social de regiões pobres do país pelas autoridades presentes na abertura do III Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas, nesta quinta-feira, no Sebrae Minas. O evento prossegue até sábado, com painéis, oficinas, rodadas de negócio e uma feira de degustação de produtos com indicação de origem.

Diante do auditório lotado, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Vinicius Lages, afirmou que: “Indicações Geográficas são ferramentas estratégicas para a busca de convergência de padrões de qualidade, ao mesmo tempo que permitem posicionar pequenos negócios no mercado com maior escala, apoiando-se nas estratégias destas marcas territoriais coletivas”

Representante do Ministério da Agricultura, Pedro Alves Corrêa Neto acrescentou que a sustentabilidade deve ser destacada na comunicação dos produtos com indicação de origem. “Precisamos enxergar as nossas cadeias produtivas. O Brasil é uma referência mundial em políticas de proteção do meio ambiente, nas quais se investe muito dinheiro público. Os produtos de indicação geográfica acumulam conhecimento no manejo com a terra, que vem geralmente dos pequenos produtores. Então, a sustentabilidade deve ser um componente que agrega valor ao produto”, afirmou.

Gilles Pecassou, ministro-conselheiro da Embaixada da França no Brasil, destacou a forte presença francesa no evento. Ele ressaltou que o país tem mais de 700 produtos registrados com indicação de origem. Segundo Gilles, as políticas públicas da França têm como principais características o fortalecimento das comunidades, a proteção do meio ambiente e o aperfeiçoamento dos produtos. “Eu fico feliz que o Brasil esteja começando a pensar na possibilidade de aderir ao protocolo de Madri”, afirmou.

Luiz Otávio Pimentel, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), destacou a importância social das indicações e marcas coletivas. “Um dos elementos mais importantes das Indicações Geográficas é o território, é a cultura desenvolvida ali, o conhecimento acumulado", disse. “Por isso, não adianta apenas um único produtor, é preciso articular a comunidade em torno da sua própria cultura e conhecimento, e para isso o Sebrae tem sido fundamental”, concluiu.