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Afif Domingos defende constituinte exclusiva para reforma política

Proposta do presidente do Sebrae prevê menos burocracia para um país de empreendedores

Durante encontro do Lide-RS (Grupo de Líderes Empresariais) o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, defendeu a convocação de um plebiscito para uma constituinte exclusiva prevendo uma profunda reforma do sistema político brasileiro. “Estamos vivendo um momento de ruptura entre nação e Estado. Chegou a hora de mudar o sistema de representação. Temos que convocar um plebiscito para uma constituinte exclusiva para um reforma política”, afirmou.  O evento aconteceu na manhã desta sexta, 4, em Porto Alegre.

Para Afif, se essa realidade não mudar a distância entre o Brasil real e o legal continuará abissal, ele defendeu um enxugamento da máquina pública e modernização do sistema tributário. Ele ressaltou que o brasileiro está cansado e pouco confiante em relação à perspectiva de algum cenário favorável a curto e médio prazos. 

“Vim mostrar o papel da micro e pequena empresa que, segundo pesquisa, é quem está carregando o Brasil nas costas. São os verdadeiros batalhadores brasileiros. É quem está gerando emprego e não tem contrapartida porque as políticas públicas no Brasil estão voltadas aos grandes e à arrecadação. Não se pensa em política de desenvolvimento. É isto que, neste ano eleitoral, temos que colocar na mesa com toda força para virar esse jogo”, completou  o presidente do Sebrae.

Levantamento recente do Sebrae aponta que o saldo positivo acumulado nas Micro e Pequenas Empresas, nos últimos dez anos, é de mais de 11 milhões de empregos, enquanto as grandes empresas tiveram saldo negativo de mais de 1,3 milhão.

O presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) Rio Grande do Sul, Eduardo Fernandez, ressaltou a importância do Sebrae no apoio aos pequenos negócios. "O Sebrae com sua força, histórico e protagonismo é fundamental para questionar, motivar e liderar essas mudanças para que possamos propiciar um ambiente saudável e menos hostil a quem produz e quem trabalha".