Capital Empreendedor

Capital Empreendedor 2021 abre 240 vagas para startups que buscam investimentos

4ª edição do programa que conecta empreendedores e investidores soma quase R$ 53 milhões em investimentos

O ciclo 2021 do Capital Empreendedor foi lançado nesta terça-feira (11) com a proposta de orientar e capacitar startups e negócios inovadores para se aproximarem e negociarem com investidores. As startups interessadas em participar do programa podem se inscrever até 26 de maio, para uma das 240 vagas disponíveis. Em sua 4ª edição, a iniciativa coleciona diversos cases de sucesso, totalizando R$ 52,9 milhões investidos. O presidente do Sebrae, Carlos Melles, participou do evento de lançamento, destacando a importância desse tipo de investimento para o crescimento das micro e pequenas empresas no país.

“O Capital Empreendedor é muito especial para o Sebrae, pois provoca o avanço de novos negócios, da inovação em suas mais variadas formas. Especialmente nesse momento de pandemia, percebemos como é importante inovar nas maneiras de conseguir investimentos e crédito para os negócios. Vamos fazer dessa edição uma das melhores do Capital Empreendedor! Acredito na resiliência dos empreendedores, acredito nas startups participantes, pois esses resultados melhoram a economia do nosso país”, declarou Melles.

Nesta edição, conforme explicou o gerente de capitalização e serviços financeiros do Sebrae, Márcio Montella, o Capital Empreendedor continuaráa expandir sua atuação, atendendo empresas de todo o país. “Temos no histórico do Capital Empreendedor empresas que estavam em fase de ideação e após fecharem investimentos estão em pleno crescimento. Temos modelos de negócios que começaram muito pequenos e estão crescendo. Graças à dimensão e à capilaridade do Sebrae, vamos conectar empreendedores e investidores de diversas regiões, um dos objetivos é fortalecer a atuação além do eixo centro-sul do Brasil”, adiantou.

Uma das participantes do programa em 2020, Aline Lefol, CEO da Lilu Serviços Pet, entrou em cena para contar como sua passagem pelo programa foi fundamental para o crescimento de sua startup. “O Capital Empreendedor foi um chão firme no qual eu pude dar os primeiros passos no mundo dos investimentos. Entender a visão dos investidores é fundamental para saber a hora de ir buscar o cheque. Dentro do programa nós melhoramos nosso pitch, conheci melhor meu negócio. Costumo dizer que cansei de fazer apresentações para investidores, foram diversos nãos até chegar o primeiro sim. Hoje temos mais de três investimentos, acumulamos 3,6 mil atendimentos, crescemos 450% em 2020 e pretendemos levar o app para outras regiões do país”, comemorou Aline.

Roda de investidores
Na sequência, o evento de lançamento do Capital Empreendedor reuniu quatro investidores que irão integrar o ciclo 2021: Franco Pontillo, da Domo Invest; João Kepler, do Bossa Nova Investimentos; Orlando Cintra, da BR Angels e Pedro Carneiro, da Ace. Pontillo, da Domo Invest, afirmou que o mercado está aquecido, reforçando a importância de iniciativas como a do Sebrae. “O Capital Empreendedor é um programa que devia ser replicado entre as instituições. O empreendedor brasileiro precisa desse apoio. Iniciativas como essa trazem à mesa o caminho para a difusão dos investimentos que estão em expansão no país”, observou.

Já João Kepler comemorou a aprovação do marco geral das startups no Congresso Nacional e disse que o Fundo Bossa Nova vai focar este ano em empresas do interior do país. “Agora há pouco recebi a notícia da aprovação desta lei que vai regular e proteger as startups brasileiras. Não é perfeita, mas já é um bom caminho para incentivar e colaborar com o funcionamento das startups brasileiras. Para nós é uma honra integrar o time do Capital Empreendedor. A nossa meta é realizar 150 investimentos ao longo do ano e queremos conhecer os empreendedores que estão pelos interiores do país, fora do circuito Rio-São Paulo”, disse.

O crescimento do mercado de investimentos é explicado pela mudança na mentalidade das pessoas, registro Orlando Cintra, da BR Angels: “Recentemente fizemos uma pesquisa e um dos resultados é que no período pós-vacinação, as pessoas querem investir na bolsa de valores e em startups. Vários fatores explicam isso e eu chamo atenção ao fato da mudança geracional. Os nossos filhos já nascem com uma mentalidade empreendedora, mais disposta a correr riscos, mais conectada. O apoio que o Capital Empreendedor oferece para as empresas e para os investidores não tem preço”.

Além do crescimento dos investimentos, Pedro Carneiro, da ACE observou que as startupsgeram cada vez mais impacto na sociedade. “As startups causam grande impacto na sociedade e estão cada vez mais preocupadas com isso, é só olhar para o Nubank, a Quinto Andar. Todo o ecossistema vive as dores do crescimento, as demandas cresceram e as regras do jogo precisam estar cada vez mais delimitadas, daí a importância de comemorarmos a aprovação do marco legal das startups, como o colega citou”, finalizou.

Resultados
O Capital Empreendedor visa ajudar empreendedores a compreenderem a dinâmica do ecossistema de risco e a se prepararem para aproximação e negociação com investidores. Por meio de cinco etapas planejadas estrategicamente pelo Sebrae, os participantes concluem o programa aptos a apresentarem seus negócios para possíveis investidores. O ciclo 2021 está dividido em lançamento, workshops de empreendedores, oficina de pitch, mentorias e circuito de investimentos. Em suas três primeiras edições, a iniciativa capacitou 497 empresas de todo país a se aproximarem e negociarem com investidores. Desse total, 85 startups, oriundas de 16 estados, receberam investimentos que somam R$ 52,9 milhões.